domingo, 20 de março de 2011

LOVE

love

Depois de um longo período de “férias”, volto a escrever um pouquinho. Talvez um tanto enferrujada, mas com várias razões para me inspirar. A maior delas: o amor maior – AMOR PRÓPRIO.

Nós vivemos buscando sentido para as coisas e, na maioria das vezes, depositamos sobre os ombros alheios a responsabilidade por nossa felicidade. E não é nada fácil a tarefa de não fazê-lo. AMOR alimenta. E AMOR, pelo que entendo, depende sempre de dois personagens, pelo menos.

A excessão do AMOR PRÓPRIO. Aquele em que, finalmente, entendemos que nós mesmos somos os protagonistas. É quando  respeitamos nossos desejos e nossos limites. Admiramos nossas qualidades e toleramos nossos defeitos.  Obedecemos fielmente o que nosso coração pede. A hora de sorrir e a hora de chorar. A hora de compartilhar e a hora de ficar sozinho. Quando entendemos que não seremos tão influentes o quanto gostaríamos, mas, em alguns momentos, seremos consultados. Quando transparecemos, sem medo algum. Estabelecemos nossas próprias metas e deixamos de nos preocupar com a opinião alheia para as coisas que só dizem respeito a nós mesmos.

Perdemos a vergonha de ser feliz EXATAMENTE da maneira que escolhemos ser. Rimos de nós mesmos e somos menos rigorosos. Descartamos os padrões impostos pelos outros. Os padrões que nos causam dor, sacrifício e sofrimento. Nos libertamos da obrigação de ser o que o outro valoriza.

E não é surpresa se, nesse momento, nos  apaixonarmos pelo improvável e soubermos reconhecer o poder desta paixão. Desejarmos viver o novo. Arriscarmos sem medo. ESTARMOS “PRONTO e INTEIRO”. E, se a sorte ajudar, que esta paixão já tenha reconhecido também que o amor maior é o amor que temos por nós mesmos.

Caso contrário, se não for recíproco, saberemos o exato momento de recuar.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Amor Não Tira Férias

abraço

De tempos em tempos, eu procuro recarregar as minhas “energias românticas” recorrendo a livros, filmes e pessoas que me inspiram.

Fico muito incomodada quando as minhas melhores sensações se acomodam. Eu adoro um coração disparado, o frio na barriga e a pupila dilatada. Pra mim, é a melhor maneira de perceber que tem sangue correndo nas veias.

Amar alguém é essencial. Não acredito em pessoas auto-suficientes de amor. Pra ser honesta, tenho até medo delas. Esta, é a maior razão para eu amar o tempo inteiro. Não há buracos ou espaços em branco.

Já me dei em conta de que as convenções atrapalham e de que não dá para amar de acordo com uma regra inventada por “não sei quem” e difundida pelo “mundo inteiro”. Faz parte da vida, até, fazer escolhas ruins e amar atravessado, errado. Se é que existe certo e errado. Mesmo assim, continuo achando indispensável. A “capacidade de…” já me sustenta.

É certo que amar deste jeito prediz um pequeno, mas suportável, sofrimento.

Ainda assim, não abro mão!

Fico bem com um sorriso discreto e malicioso, um perfume que fica no meu rosto e traz boas  lembranças, um beijo no rosto e um abraço apertado. É lógico que desejo muito mais… mas já dá pra tirar um proveito. Já é suficientemente bom encontrá-lo.

Até porque, as características que me levam acreditar que já esbarrei no amor da minha vida nada tem a ver com as de um “homem perfeito”. São coisas que acontecem do “MEU” lado de dentro. É bem provável que somente eu as conheça. Surgiram de um desejo meu…

Então, quando resolvo ler de novo o mesmo livro ou encontrar a mesma pessoa é porque isto me alimenta. 

Vou passar minha vida toda sem dar descanso para as minhas melhores sensações.