quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sábia Martha

Preciso comentar sobre o trecho da crônica que segue (Absolvendo o amor - Martha Medeiros):

"... uma mulher namora um príncipe encantado por três meses e então descobre que ele não é príncipe coisa nenhuma, e sim um bobalhão que não soube equalizar as diferenças e sumiu no mundo sem se despedir. Mais um, segundo ela. São todos assim, os homens. Ela resmunga: "não dá mesmo para acreditar no amor".
Peraí. Por que o amor tem que levar a culpa desses desencontros? Que a princesa não acredite mais no Pedro, no Paulo ou no Pafúncio, vá lá, mas responsabilizar o amor pelo fim de uma relação e a partir daí não querer mais se envolver com ninguém é preguiça de continuar tentando. Não foi o amor que caiu fora. Aliás, ele talvez nem tenha entrado nessa história. Quando entra, é para contribuir, para apimentar, para fazer feliz. Se o relacionamento não dá certo, ou dá certo por um determinado tempo e depois acaba, o amor merece um aperto de mãos, um muito obrigada e até a próxima. Fique com o cartão dele, você vai chamá-lo de novo, vai precisar de seus serviços, esteja certa. Dispense namorados, mas não dispense o amor, porque este estará sempre a postos. Viver sem amor por uns tempos é normal. Viver sem amor pra sempre é azar ou incompetência. Só não pode ser uma escolha, nunca. Escolher não amar é suicídio simbólico, é não ter razão pra existir. Não adianta querer compensar com amor pelos amigos, filhos e cachorros, não é com eles que você fica de mãos dadas no cinema..."

Por mais frustrantes que sejam as tentativas, por mais difícil que seja driblar o medo de arriscar... Não dá para viver sem amor!

Num mundo de oferta abundante e onde "ninguém é de ninguém" e "todo mundo é de todo mundo", algumas pessoas estão dispensando o que há de melhor nas relações...

Tem gente pensando que "quantidade" é como troféu: quanto mais, melhor. Talvez porque não sejam competentes o suficiente para preocupar-se com "qualidade".

Concordo com Martha... a culpa não é do amor... e sim das pessoas!

2 comentários:

Marcos disse...

Pois é....muito bem sintetizado pela MM...e, por tabela, muito bem “triado” por ti...sorrisos...

As pessoas não “estão dispensando o que há de melhor nas relações”....Algumas delas não sabem identificar o que seria “melhor” para elas mesmas!!!!!...Então, como identificar isso nos outros?????....

Talvez o que deveria ser distribuído “no mercado” são óculos, com lentes “emotional crystal”...risos...

Seguindo a tua linha de pensamento...talvez, o quê falte são as competências para “manutenção”, independente, num primeiro momento, da “qualidade”...É mais difícil “manter” do que “obter”...

Marcos disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.